As instituições, o poder e a responsabilidade são lados proporcionais de uma mesma moeda e estão todos em crise, de identidade, credibilidade, valor, ética e hierarquia. E a distância entre o que está acontecendo e o que precisa acontecer para produzir o crescimento e a tranqüilidade social é enorme, causando transtornos e prejuízos incalculáveis às referências e às perspectivas desejáveis de cada um de nós. A esperança ainda é uma miragem e não conseguiu alterar em nada o que Rui Barbosa disse em tempos idos – “ de que de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. Chega. Chega de quase tudo. Os tempos são outros, mudaram. Chega das mentiras e promessas dos pseudos religiosos. Chega dos dirigentes sem capacidade, da falta de capacidade daqueles que detém o poder de executar, do excesso de poder daqueles que determinam as guerras, os massacres e as crises. Chega da falta de compromisso, seriedade e honestidade daqueles que foram escolhidos para legislar, fazer leis. Chega do poder dos Juizes e do uso dos princípios em detrimento das leis. Chega de um punhado de coísas. Vamos mudar tudo, a começar pela política. Não troque seu voto por uma telha ou um par de botinas, não barganhe sua ideologia. Associe-se a quem deseja mudança, a quem busca capacidade e a quem quer modernização. Participe de tudo, fale, grite nem que seja para ouvir o próprio eco, cumpra seus deveres e exija seus direitos... seja cidadão... Pois é. (w.catizany)
domingo, 1 de fevereiro de 2009
RAPIDINHAS
- É buraco, é pedra, é batida, é perigo, é o fim do caminho... Vai chover lá longe e as águas de março ainda não chegaram. E os Prefeitos, hem ?
- Um gato de estimação fez parte, por 5 meses recebendo, da lista de beneficiários do Bolsa Família, na cidade de Antônio João - Mato Grosso do Sul... E a fiscalização, demorou a descobrir, hem ?
- Nasceram em 26/01/09, em Los Angeles, na Califórnia, oito bebês através de cesarina. A mãe, os seis meninos e as duas meninas passam bem... Êita ninhada, hem ?
- Lula disse que, a partir de junho deste ano, quem atingir a idade ou o tempo de serviço para se aposentar, receberá o comunicado em casa... Serááááááááá' !
- Obama cria força-tarefa para ajudar a classe média dos EUA na crise... Aquí penalizam com impostos, bolsas, cotas, etc... Que diferença !
- Battisti, estrangeiro encarceirado, condenado por homicídios na Itália está sendo defendido pela elite da justiça brasileira... Isto é que é um tiro no pé... E os brasileiros que estão sendo presos na Espanha, hem ?
- O PT está rasgando seda com o PSDB, já disse até que eles são éticos e fraternos... Êita memória curta, hem ?
E NÃO É
A Descoberta do Meliante
Conheci um parente de um amigo meu que nos papos de barzinho, assim depois da sétima dose, de vez em quando se gabava tanto que até dava para desconfiar: - “coalhada é isto, coalhada é aquilo, coalhada é ...”. Pois é, mas não demorou muito e descobrimos que aquele falatório era para esconder a baixa performance. Já tinha até queixa no Procon Municipal. E numa tarde quente de vento norte no Quiosque Fim de Tarde correu notícia que o citado parente havia sido notificado pela Justiça Municipal por propaganda enganosa incurso em vários artigos, inclusive no XXVII - postura incorreta do “Bráulio”. Com sua condição de macho ferida e em dúvida quanto ás providências a serem tomadas, resolveu procurar ajuda médica, ao invés de jurídica. Ficou vários dias estudando uma maneira de não despertar suspeita. Tentou uma solução imediata e local, passando perto da única Farmácia do lugarejo por várias vezes e não teve coragem de falar nada, afinal eram todos conhecidos; ficava olhando algumas caixinhas de medicamento, pensando, resolvendo , envergonhado, cabeças baixas, sempre procurando o que não existia. Não tinha coragem de nada. Resolveu mudar de plano e deu sorte. Descobriu que seu irmão estava de malas prontas para a capital e abriu o verbo. Era melhor falar com o de casa do que o de fora. O mano do dito cujo, que viajaria no outro dia para tratar de outros assuntos e visitar um Doutor que de vezes em quando passava pela cidade, e que além de amigo dos dois, era pai de outro médico, profissional renomado, que já trabalhou na cidade por um bom tempo, se interessou pelo assunto e fez pacto, afinal também já estava com reclamações no Juizado de Pequenas Causas e pelos mesmos motivos. Tornaram-se cúmplices e sócios do drama. Combinaram até em rachar a gasolina da viagem e dividir a solução. A encomenda estava feita. Foram quatro dias de apreensão e ansiedade. Numa sexta-feira a encomenda chegou junto com uma papel branco. Eram as orientações e prescrições do amigo Doutor. Sete cartela, três para um, três para outro e a sétima seria dividida ao meio. E foram guardadas a sete chaves. Naquela tarde quente de vento sul, a euforia dos dois voltou a reinar: “coalhada é isto, coalhada é aquilo, coalhada é ...”. E foi até incomum porque nenhum dos dois quis beber nada de álcool, apenas beliscaram poucos petiscos. Quando a noite caiu e o papo da turma já tinha passado por religião, política, futebol e mulheres, um dos dois se ausentou por um instante e voltou enfurecido. Chamou o sócio de lado e soltou os cachorros. Escutava-se palavrões, via-se gestos nervosos, decepção total. E a fossa tomou conta dos dois. Sentaram novamente na mesa cabisbaixos sem que ninguém entendesse nada naquele momento, e entortaram a “cara “. Na outra mesa, calado e com cara de safado e sem que quase ninguém percebesse, um cunhado dos dois irmãos, saiu de fininho, desconfiado, já com as faces avermelhadas, mas muito satisfeito e tomou rumo de casa. Por quase uma semana ninguém viu o sujeito na rua. Mas, no sábado, a turma estava no mesmo lugar quando ouviram gritos de socorro urgente para levar o alguém ao Posto de Saúde. Era o cunhado dos meus amigos sendo carregado para o carro. Acharam que era mal súbito, início de infarto e bebida em excesso. Todos acompanharam o enfermo, preocupados. E não é que no Posto de Saúde, tendo o médico como Delegado e as enfermeiras como testemunhas, toda a história daquele dia foi esclarecida, e de sobra, o doente passou a meliante ! É que no relatório do médico constava que o Sujeito, cunhado dos meus amigos, havia sofrido uma intoxicação violenta por uso indevido de Citrato de Sidenafil ... Pois é, quem diria, por “linhas tortas” descobriram o motivo da depressão dos meus amigos naquele dia e por tabela que o autor da subtração indevida daquela encomenda, os viagras, era simplesmente o cunhado deles... ( w.catizany)
Conheci um parente de um amigo meu que nos papos de barzinho, assim depois da sétima dose, de vez em quando se gabava tanto que até dava para desconfiar: - “coalhada é isto, coalhada é aquilo, coalhada é ...”. Pois é, mas não demorou muito e descobrimos que aquele falatório era para esconder a baixa performance. Já tinha até queixa no Procon Municipal. E numa tarde quente de vento norte no Quiosque Fim de Tarde correu notícia que o citado parente havia sido notificado pela Justiça Municipal por propaganda enganosa incurso em vários artigos, inclusive no XXVII - postura incorreta do “Bráulio”. Com sua condição de macho ferida e em dúvida quanto ás providências a serem tomadas, resolveu procurar ajuda médica, ao invés de jurídica. Ficou vários dias estudando uma maneira de não despertar suspeita. Tentou uma solução imediata e local, passando perto da única Farmácia do lugarejo por várias vezes e não teve coragem de falar nada, afinal eram todos conhecidos; ficava olhando algumas caixinhas de medicamento, pensando, resolvendo , envergonhado, cabeças baixas, sempre procurando o que não existia. Não tinha coragem de nada. Resolveu mudar de plano e deu sorte. Descobriu que seu irmão estava de malas prontas para a capital e abriu o verbo. Era melhor falar com o de casa do que o de fora. O mano do dito cujo, que viajaria no outro dia para tratar de outros assuntos e visitar um Doutor que de vezes em quando passava pela cidade, e que além de amigo dos dois, era pai de outro médico, profissional renomado, que já trabalhou na cidade por um bom tempo, se interessou pelo assunto e fez pacto, afinal também já estava com reclamações no Juizado de Pequenas Causas e pelos mesmos motivos. Tornaram-se cúmplices e sócios do drama. Combinaram até em rachar a gasolina da viagem e dividir a solução. A encomenda estava feita. Foram quatro dias de apreensão e ansiedade. Numa sexta-feira a encomenda chegou junto com uma papel branco. Eram as orientações e prescrições do amigo Doutor. Sete cartela, três para um, três para outro e a sétima seria dividida ao meio. E foram guardadas a sete chaves. Naquela tarde quente de vento sul, a euforia dos dois voltou a reinar: “coalhada é isto, coalhada é aquilo, coalhada é ...”. E foi até incomum porque nenhum dos dois quis beber nada de álcool, apenas beliscaram poucos petiscos. Quando a noite caiu e o papo da turma já tinha passado por religião, política, futebol e mulheres, um dos dois se ausentou por um instante e voltou enfurecido. Chamou o sócio de lado e soltou os cachorros. Escutava-se palavrões, via-se gestos nervosos, decepção total. E a fossa tomou conta dos dois. Sentaram novamente na mesa cabisbaixos sem que ninguém entendesse nada naquele momento, e entortaram a “cara “. Na outra mesa, calado e com cara de safado e sem que quase ninguém percebesse, um cunhado dos dois irmãos, saiu de fininho, desconfiado, já com as faces avermelhadas, mas muito satisfeito e tomou rumo de casa. Por quase uma semana ninguém viu o sujeito na rua. Mas, no sábado, a turma estava no mesmo lugar quando ouviram gritos de socorro urgente para levar o alguém ao Posto de Saúde. Era o cunhado dos meus amigos sendo carregado para o carro. Acharam que era mal súbito, início de infarto e bebida em excesso. Todos acompanharam o enfermo, preocupados. E não é que no Posto de Saúde, tendo o médico como Delegado e as enfermeiras como testemunhas, toda a história daquele dia foi esclarecida, e de sobra, o doente passou a meliante ! É que no relatório do médico constava que o Sujeito, cunhado dos meus amigos, havia sofrido uma intoxicação violenta por uso indevido de Citrato de Sidenafil ... Pois é, quem diria, por “linhas tortas” descobriram o motivo da depressão dos meus amigos naquele dia e por tabela que o autor da subtração indevida daquela encomenda, os viagras, era simplesmente o cunhado deles... ( w.catizany)
PALAVRA FRANCA
Entra em vigor em junho lei que garante acompanhamento gratuito de profissionais a famílias de baixa renda, que habitam áreas de interesse social, na hora de elaborar projetos, construir ou reformar casas e que foi sancionada pelo presidente Lula no último dia 24 de dezembro.. Representando uma luta antiga do sistema profissional ligado à construção civil, a Lei da Engenharia Pública ( proposta de autoria do Deputados Zezéu Ribeiro - PT/BA, regulamentada sob o número 11.888) vai beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas em um país onde o déficit habitacional chega a 8 milhões de moradias. Com efeitos esperados em vários segmentos, desde o habitacional até o ordenamento da ocupação do solo urbano, assim que entrar em vigor (180 dias contados da data de publicação), a assistência técnica para erguer casas com no máximo 60 metros quadrados, em áreas de interesse social, proporciona mais economia nos projetos, já que a orientação especializada evita desperdício de material, trazendo melhorias também nos serviços de luz, água e saneamento básico. ( Joana Gontijo)
POEMA
Ciclo
Desde que nasci
Envelheço,
Corro atrás da vida
E a vida corre de mim.
Não faço outra coisa
Busco,
O dia inteiro, a noite toda
O sentido para a ausência
Das minhas conclusões
Para fazer uma história.
No limite do horizonte
Sigo,
Refazendo o meu tempo
Perseguindo o infinito
E manchando o chão
Que me sustenta..
E no fio da navalha
Persigo,
O abstrato, o real
Em busca de esclarecimento
Para os meus cismas,
Para os meus credos.
E no clarear e anoitecer,
Assim,
O ciclo vai fechando
E a missão sendo cumprida,
Para de novo
Sem rebentar a corrente
Recomeçar tudo,
Novamente.
(w.catizany)
Desde que nasci
Envelheço,
Corro atrás da vida
E a vida corre de mim.
Não faço outra coisa
Busco,
O dia inteiro, a noite toda
O sentido para a ausência
Das minhas conclusões
Para fazer uma história.
No limite do horizonte
Sigo,
Refazendo o meu tempo
Perseguindo o infinito
E manchando o chão
Que me sustenta..
E no fio da navalha
Persigo,
O abstrato, o real
Em busca de esclarecimento
Para os meus cismas,
Para os meus credos.
E no clarear e anoitecer,
Assim,
O ciclo vai fechando
E a missão sendo cumprida,
Para de novo
Sem rebentar a corrente
Recomeçar tudo,
Novamente.
(w.catizany)
FOTOS DO BLOG
Para acessar o Album de Fotos do Blog do Catizany, clicar em:http://picasaweb.google.com/catizany/NaturezaSantantonense
Assinar:
Postagens (Atom)
