Antigamente com uma população sem ocupação por falta do que fazer, as autoridades romanas para minimizarem a situação de insatisfação, distribuíam periodicamente, alimento (pão), bebida (vinho) e promoviam espetáculos públicos entre os cristãos se degolando nas arenas (circo). E, o pão, o vinho e o circo constituíram a garantia do Imperador César no poder, o enriquecimento de sua casta e ajudaram a esconder seus métodos nada convencionais para conduzir o povo romano. Tais subterfúgios levaram a história a criar o modelo de administração “panis et circenses”, técnica política de satisfazer a necessidade básica do povo como barriga cheia, bebida e distração, para que esquecesse os problemas, não incomodasse as autoridades e fechasse os olhos aos acontecimentos ilícitos. O tempo passou mais de dois milênios, até as missas abandonaram o latim, mas algumas pequenas cidades brasileiras ainda teimam neste modelo há muito ultrapassado, conduzidas por alguns Césares contemporâneos, que continuam calando a voz dos eleitores com o pão ( churrasco), o vinho (cerveja) e o circo (festas), custeados pelos recursos públicos destinados à saúde, educação, emprego e melhoria das condições de vida das pessoas; e propositalmente conseguem a continuidade no poder, escondendo suas incapacidades de gestão, suas indiferenças às mudanças e seus comportamentos ilegais, utilizando-se dos dogmas do “panis et circenses”. Assim, é necessário aos Cidadãos rezarem em outra cartilha... Pois é... (w.catizany)
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
RAPIDINHAS
“Todo mundo faz” virou bordão em Brasília. O jornal O Estado de S. Paulo revelou que 70% dos membros do Conselho de Ética do Senado enfrentam problemas constrangedores... Pois é.
Sarney se diz confiante, Renan Calheiros e Collor de Mello se revezam em sua defesa... “Tutebonagente”.
Você viu a discussão entre as excelências do Senado ? ... Merecem respeito ?
“Já há algum tempo, o Senado não encontra meios e modos de um funcionamento regular. O Senado hoje está parecendo a Bolívia"( Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal)
“O triste espetáculo a que se assiste no Senado tem um maestro: Luiz Inácio Lula da Silva” ( Blog Reinaldo Azevedo)
“Os bandidos com imunidade parlamentar já usam a linguagem de esgoto dos presidiários”( Coluna Augusto Nunes)
Todo autoritário pensa que é autoridade.
No Brasil de mil faces, político nenhum quer dar sua cara a tapa, mas grande parte deles está merecendo é uma surra.
Sarney se diz confiante, Renan Calheiros e Collor de Mello se revezam em sua defesa... “Tutebonagente”.
Você viu a discussão entre as excelências do Senado ? ... Merecem respeito ?
“Já há algum tempo, o Senado não encontra meios e modos de um funcionamento regular. O Senado hoje está parecendo a Bolívia"( Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal)
“O triste espetáculo a que se assiste no Senado tem um maestro: Luiz Inácio Lula da Silva” ( Blog Reinaldo Azevedo)
“Os bandidos com imunidade parlamentar já usam a linguagem de esgoto dos presidiários”( Coluna Augusto Nunes)
Todo autoritário pensa que é autoridade.
No Brasil de mil faces, político nenhum quer dar sua cara a tapa, mas grande parte deles está merecendo é uma surra.
"Ô" Sr. Duque, o Senhor como procurador eleito pelo povo, não poderia delegar ao seu chefe de gabinete, poderes para comunicar ao plenário a decisão de arquivar processos do conselho... Se eu tivesse poderes, cassava seu mandato, isto também é falta de decoro.
Também estou com "aquilo" roxo de tanta raiva dos maus políticos... E você ?
PALAVRA FRANCA
Lula, que detestava Collor, que odiava Sarney, que apanhou feito condenado de Lula e Collor. Candidato, Collor foi implacável, até cruel, contra o então presidente Sarney. Na oposição, Sarney aguardou a primeira esquina para tirar a revanche e foi o primeiro líder nacional a apoiar explicitamente o impeachment do já presidente Collor, seu algoz. Mas isso é coisa do passado... Hoje, Lula e Collor viajam juntos e tramam juntos em palácio para salvar José Sarney no cargo de presidente do Senado. Quem se odiava agora se ama. Inimigos viraram íntimos amigos. Um trio de ouro. Ou de armas. Nada, evidentemente, é por acaso. Lula precisa de Collor para aniquilar a CPI da Petrobras, já que a bancada do PT, manipulada e fragilizada pelo Planalto, não está dando para o gasto. E Lula precisa também de Sarney para garantir algum controle sobre o Senado e manter o PMDB fiel, a qualquer custo, à candidatura Dilma em 2010. Sarney agarrou-se a Lula e a Collor por motivos óbvios: de "firmíssimo" (como disse na volta do recesso), ele não tem nada. Fragilíssimo, precisa de Lula como do ar para viver e precisa de Collor para a tropa de choque do plenário contra a oposição (oposição a ele, não apenas ao governo). E Collor? Ele ressurge vigoroso, com um discurso inflamado, no mesmo estilo "bateu, levou" e aproveitando bem esse trampolim, que é a crise. Crise é o seu ambiente, ele sabe como é. Quanto mais crise, melhor para Collor. É o meio de voltar à luz, ao debate, ao palco nacional. Pelas mãos de Lula e Sarney, quem diria? Na guerra que o país assiste ao vivo e em cores no plenário do Senado (nos bastidores, nem tudo o que parece é...), temos a tropa de choque de Sarney de um lado, com Collor, Renan Calheiros e Wellington Salgado, aquele neo-político da cabeleira. Do outro, Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos, Cristovam Buarque na ofensiva pela renúncia. No meio, pedindo inutilmente bom senso, Sérgio Guerra. E, como alvo direto dos sarneysistas, Arthur Virgílio, com contas a pagar (ou já pagas, como diz) com Agaciel Maia. A situação está no seguinte pé: o Senado é uma terra de ninguém, uma terra arrasada, onde nada que se plante dá. O Planalto monitorando a situação, com Lula agora agindo mais do que falando. A oposição, como sempre, mais perdida do que barata tonta. E, enquanto isso, fica uma pergunta no ar: por que raios Lula se esgoela tanto contra a CPI da Petrobras, se quer tirar dela 80% da rentabilidade do pré-sal? Eu, hein! Fica parecendo que a defesa ferrenha não é exatamente da Petrobras. É do seu governo e da candidatura Dilma. Ou seja: dele mesmo, Lula. O presidente se jogou no centro da fogueira. (Eliane Cantanhêde, Folha)
POEMA
Dia dos Pais
O menino prossegue porque trilha
A sua caminhada um pai, um ser
Que ensina, cuida, agrada, faz família,
Protege da armadilha que é crescer.
Pois Deus é grande pai; por isso, brilha
Tanto quanto o seu filho, que o saber,
Transmite pros seus próprios: filho e filha,
Na harmonia completa de viver.
São pensamentos, tais, de quem tem pai,
Que muito caminhou por este chão;
São sentimentos de uma só paixão.
E, mesmo a morte, tanto amor não trai.
Quando a lembrança dele já distrai,
Vou lhe encontrar bem perto, ao coração.
(Bernardo Trancoso)
O menino prossegue porque trilha
A sua caminhada um pai, um ser
Que ensina, cuida, agrada, faz família,
Protege da armadilha que é crescer.
Pois Deus é grande pai; por isso, brilha
Tanto quanto o seu filho, que o saber,
Transmite pros seus próprios: filho e filha,
Na harmonia completa de viver.
São pensamentos, tais, de quem tem pai,
Que muito caminhou por este chão;
São sentimentos de uma só paixão.
E, mesmo a morte, tanto amor não trai.
Quando a lembrança dele já distrai,
Vou lhe encontrar bem perto, ao coração.
(Bernardo Trancoso)
E NÃO É
O MIJÃO DO CEMITÉRIO
Pois é, esta é mais uma história que circula no arquivo não escrito das mentes dos meus conterrâneos. O ano era 1967 e na cidade ainda existia o centenário jenipapo no adro da Igreja, o poço da canoa, o salão paroquial, as lojas do Gentil Rufino e do João Andrade, o mato da chácara, o chafariz Doutor Jorge Saffe e a atual rua Joaquim Duarte Neto era rua de Cima, parte da rua Silvestre da Costa Lage era rua Direita e a rua Major Quintão, rua de Baixo; a luz ainda era de graça, a da lua, e quando ela estava de folga, as noites eram de uma escuridão quase total; na porta de quase todas as casas existia um banquinho e nas noites frias sempre ardia um foguinho de brasas, rodeado por meia dúzia de gente numa prosa animada, uma cantoria desafinada ou uma história de assombração contada pelos mais velhos. Nas sextas e nos sábados a rotina era quebrada; o pessoal das áreas rurais vinha para a rua e esticava o final de semana. Os “butecos” do Alfredinho, do João Agenor e do Antônio Ramiro ficavam cheios e as conversas abordavam todos os assuntos. Era comum, entre os rapazes, a galinhada de galinha roubada, cozida num fogão improvisado no lajeado da praia; entre os maldosos, o ofício era o corte dos bigodes e cabelos daqueles que abusavam da “mardita” da Fazenda Nova, mas de um único lado. No outro dia quando o sujeito olhava no espelho era uma farra. Mas também havia a inversão dos arreios dos animais do pessoal da roça que já bem alto montava de costa, ficava bravo e às vezes até terminava em confusão, mas era apaziguada pela turma do "deixa disso"; e, para fechar a programação numa confraternização, não podia faltar a serenata com de “radiola de pilha” e disco de vinil. Existiam também, aqueles que só iam para a rua bebericar algumas, e não tinham nenhum limite; dentre eles, havia um que era ímpar: o Zé do Pedro "Barba". Um caboclo baixo, nem gordo e nem magro, forte, calado, chapéu enterrado na cabeça, observador e supersticioso, que marcava ponto sempre na ponta esquerda do balcão da venda do João Agenor. Tinha uma rotina inusitada: tomava uma, duas, três e depois de beber a vigésima sétima, lá pela meia noite, saia de mansinho, fazendo de duro e ia "verter" água, atrás do pé de vinhático do lado do cemitério. Lá ficava alguns instantes observando as sepulturas dos mortos, pois acreditava que de noite saia fogo das sepulturas e os espíritos vagavam. Depois voltava calado, pegava um garrafão da “branquinha” para a semana seguinte, pagava a conta e saía medindo a largura da rua ( e olhe que eram sete metros), rumo à sua casinha nas encostas do Tabuleiro. No mês de maio existiam as rezas e os leilões e, os fins de semana eram os melhores do ano e os mais concorridos. A brincadeira dos jovens, era uma atração à parte e se constituía em dividir em grupos, liderados pelos mais espertos e literalmente “tomar” o leilão de quem o arrematou, escondendo a prenda num local seguro, para depois de muito divertimento, dividir com o “bobo da corte” (aquele que pagava a conta), o produto do "furto". E é justamente sobre isto, o nosso causo. Num sábado de final de maio, o Nonô arrematou um frango assado com algumas frutas numa travessa de vidro e a turma do Geraldo Jorgino “garfou” a prenda e a escondeu numa sacola de papel, pendurando-a no portão do cemitério, local seguro, onde pouquíssimas pessoas arriscariam procurar o petisco, naquela hora. Após a meia noite e realizados os rituais normais de gozação, quando o domingo já tinha cumprimentado o sábado que já sumia na esquina da rua, o pessoal se dividiu como de costume. Parte, foi buscar os discos e a radiola para o início da serenata, outra, foi preparar a galinhada da praia. O Divino e o Geraldo foram fazer a partilha do leilão. Sentados nos degraus da portaria do cemitério, numa escuridão danada, iniciaram a divisão com a seguinte conversa: - metade do frango é sua e metade é minha; quanto às frutas - uma p’ra mim, uma p'ra você, uma para o Nonô; outra p’ra mim, outra p’ra você, outra para o Nonô. Nono foi quem pagou o leilão ao “Bastião Garagem”, leiloeiro oficial daquela noite . Neste momento, o Zé do Pedro “Barba”, já meio apertado, chegou sorrateiramente ao local de sempre para o ritual de mijar atrás do pé de vinhático. Olhou para um lado, olhou para o outro, espichou a mangueira e molhou até o chinelo. Quando ia dar a tradicional balançada, escutou algumas vozes - “Um p’ra mim, outro p’ra você, outro p’ra ele. E como no “buteco” estavam discutindo política e ele já era cismado com algumas histórias de eleição, de cara cheia, pensou: “até nisso tem disputa, olha lá, o diabo e o São Pedro dividindo os votos das almas, espia lá. Enquanto isso, os dois que faziam a divisão das frutas, deixaram um limão cair e rolar para debaixo do pé do Vinhático, quase na rua. O Geraldo, que havia terminado a divisão, falou: “agora vamos pegar aquele que está lá embaixo... E o Zé do Pedro “Barba” já se sentindo uma alma desgarrada, tomou um baita susto com aquela conversa, virando uma ventania pela rua acima. E nos seus resmungos ele dizia que ainda estava vivo e que deixasse ele de lado, pois ele não ia participar daquela safadeza... Passou direto pelo João Agenor e nem pegou o suprimento da semana seguinte. No outro dia, o mijão, mandou pagar a conta e mudou de “buteco” e jurou nunca tirar o título eleitoral, mas sempre no mesmo horário e após a vigésima sétima dose continuou tirando a água do joelho. Depois daquele dia, no Ingá da ponte... E não é ? …(w. catizany )
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