O lar não pode ser um exemplo de democracia onde pais e filhos crescidos devem ter poderes iguais. Deve prevalecer a palavra dos pais. Mas a crise ética reinante nos tempos modernos, combinada com os modelos de pensadores irresponsáveis, inibem as ações dos pais pelo medo de errar, levando-os a abrir mão do seu papel de formador do cidadão do futuro e provocando efeitos devastadores na sociedade moderna. Os tempos mudaram de forma rápida e não avaliada. Filhos são encaminhados às escolas com excessivos direitos e pouquíssimos deveres e parâmetros errados de comunicação desorientam os pais, tornando-os confusos e inseguros a respeito do papel a desempenhar na criação dos filhos. Assim, sem alternativas transferem a formação do cidadão para a escola. Os professores, em última instância pressionados, procuram cumprir o ciclo, mas são contraditos pela filosofia dos pseudos profissionais, dos jornais, das revistas, do rádio e sobretudo da televisão. As cobranças começam a chegar nos portões da escola, entram para as reuniões e chegam nos colegiados, inibindo a capacidade de reagir às propostas ditas modernas; até porque, caso contrário, serão os professores agredidos pelo comportamento indevido e a liberdade excessiva dos filhos ou denunciados e responsabilizados pelos pais, anciosos de mudar o que não deram conta. E diante desse quadro, cada vez mais, filhos criados indevidamente tornam-se sinônimo de alunos problemas, frutos de experiências, filosofias e códigos cujas conseqüências são imprevisíveis, sobretudo por falta de uma discussão maior e de critérios mais amplos que possam levar a parâmetros corretos de criação e educação. Daí, a necessidade urgente de mudar conceitos, práticas e ferramentas desta relação, antes, muito antes dos pais transformarem em chocadeiras de humanos, da escola virar loja moderna de programas de computador, e da sociedade futura transformar-se em parte do bem e parte do mau. Aquela em extinção... Pois é. ( w.catizany)
sábado, 10 de outubro de 2009
PALAVRA FRANCA
Espelho, espelho meu, quem neste mundo é mais sem-vergonha do que eu?” Perguntou um político, ao fazer a barba. E o espelho, coitado, responde: Ninguém, meu senhor, todos são um bando de safados.” E a gente, conhecendo a historinha da madrasta malvada, que foi castigada por ser tão ruim, se empolga e, esperando que algo parecido aconteça – e já paranóica com tanta propaganda, achando que vai fazer uma grande coisa, que fulano vai ser melhor que o sicrano –, votamos e entramos num belíssimo cano.Não são só os nossos políticos que são safados. Ser safado parece que é marca registrada da classe – safados unidos jamais serão vencidos – e ninguém faz nada pra história ser diferente. Eu votei desde os 18 anos, mas quando me mudei pra cá, não transferi o título, então justifiquei a ausência. E não me arrependo, não conheço os políticos daqui e não tenho mais idade pra sofrer de remorsos depois das eleições.Os últimos espetáculos oferecidos por aqueles senhores do Senado, as vossas excelências, justificaram a minha justificativa. Outro dia, ouvi alguém que dizia que tinha saudades da ditadura militar. Menos, amigo, mas naquela época pelo menos se brigava contra alguma coisa que todos sabiam que estava errada, pois queríamos que mudasse. Pra muita gente, valeu a experiência e o esforço.Agora, o que se vê são aqueles que falavam contra a ditadura fazerem igualzinho e outras bandalheiras mais. “O posto é meu e ninguém tasca”, dizem os que estão lá em cima. Ninguém quer largar o osso. Tomara que depois, além de contratos secretos, não se descubram também porões de interrogatórios e fichários cheios de coisas secretas e provas de maldades que só o pessoal do CSI lá de Vegas vai desvendar.Tenho orgulho de ser brasileira, mas me envergonho dos políticos brasileiros. Os velhos já deveriam estar de pijama numa cadeira de balanço e os jovens procurando exemplos mais dignos de seguir. Mas o esquecimento coletivo do povo faz com que votem sempre nos mesmos.E aquele que confiscou nossas poupanças foi defenestrado e agora está no governo novamente, mais arrogante, destilando veneno e vai ser imortal pela Academia de Letras lá da terra dele.Não é pra se morrer de vergonha? ( Mary Bastian)
POEMA
Loucura
Hoje eu quero sair de mim
Contestar esta resistência,
Ser seduzido pela lembrança
E mergulhar no vazio.
Quero buscar o impossível
E consciente prosseguir,
Explorar o desconhecido
Que sempre me leva
Até você.
Hoje eu quero voar
A céu aberto e retornar
Àqueles tempos idos
Em que te amei
Com loucura
Assim, como os loucos
Sempre fazem
Em seus delírios,
Quando passeiam
Além dos limites
Da razão.
Entretanto com a demência
Ainda mais exacerbada
Vou perdendo a esperança
De voltar ao passado
Para resgatar quem perdi.
E nesta viagem sofrida
Da loucura à sanidade,
Retorno à realidade,
Sem mágoas,
Mas com saudade
Daqueles momentos
Que não voltam mais.
(w. catizany)
Hoje eu quero sair de mim
Contestar esta resistência,
Ser seduzido pela lembrança
E mergulhar no vazio.
Quero buscar o impossível
E consciente prosseguir,
Explorar o desconhecido
Que sempre me leva
Até você.
Hoje eu quero voar
A céu aberto e retornar
Àqueles tempos idos
Em que te amei
Com loucura
Assim, como os loucos
Sempre fazem
Em seus delírios,
Quando passeiam
Além dos limites
Da razão.
Entretanto com a demência
Ainda mais exacerbada
Vou perdendo a esperança
De voltar ao passado
Para resgatar quem perdi.
E nesta viagem sofrida
Da loucura à sanidade,
Retorno à realidade,
Sem mágoas,
Mas com saudade
Daqueles momentos
Que não voltam mais.
(w. catizany)
E NÃO É
OS PINTINHOS DA GALINHA DO TOTÓ
Há mais de uma década ele apareceu vindo lá das bandas de trás da serra. Um caboclo franzino, meio gago e de passos de gazela assustada, que depois de perambular pelos principais cantos se arranchou confortavelmente num pequeno imóvel abandonado, mas público. Foi “adotado” quase de imediato, por famílias do lugar. Em pouco tempo se transformou em varredor de terreiro, em lavador de prato, enfim em ofice-boy da comunidade. Em troca, não fazia muita questão, recebia os desjejuns do dia, a bóia de sempre e algumas mudas de roupa. Criou laços de afetividade e foi se acostumando à boa vida e à hospitalidade das pessoas. Entre tantos apelidos que recebeu, prevaleceu o de Totó. E assim foi, além do que esperava, em pouco tempo tornou-se cidadão ao receber seu registro; posteriormente, virou também eleitor do município. Era época de eleição e sem cerimônia prometeu seu voto para quase uma dúzia de candidatos, mas barganhou em sigilo; precisava de todos. O tempo foi passando e sem nunca ter trabalhado, conseguiu sua aposentadoria. No quinto dia útil de cada mês, toma seu banho, veste sua domingueira e é o primeiro da fila do banco. Totó, além das novelas da Globo, de tirar uma sonequinha na volta do dia e de vez em quando visitar as “tias”de Itabira, gosta mesmo é de colher alguns ovos das galinhas que detestam rotina e pulam a cerca, fazendo seus ninhos fora de seus galinheiros, nas adjacências de seu barraco. Uns vão direto p’ra frigideira, em outros ele investe, isto é, coloca p’ra chocar e, já ensaia em virar empreendedor. Outro dia, como sempre faço nos fins de tarde, isto é, quando estou de férias, fui ver a hora passar sentado naquela pedra perto do Ingá, na beira do poço das capivaras em frente à pousada. E antes que eu desse corda e soltasse a imaginação, o Totó chegou. Puxou conversa. Perguntou sobre a família, que dia eu havia chegado, falou de sua participação na marujada, relatou fielmente os últimos acontecimentos da cidade. Falou até da exuberância da horta da Geralda do Bebé. Foi quando ouvimos o cacarejá intenso e contínuo de uma galinha assustada. Levantei-me ligeiro pensando que fosse presságio de uma cobra venenosa por perto. Mas o Totó me acalmou dizendo que era a pretinha, uma de suas galinhas. Que aquilo era simplesmente preocupação de mãe; uma forma dela “raiar” com seus pintinhos que estavam nadando longe da margem do rio. Assustei e exclamei, essa não, você tem certeza ? Pintinhos nadando ! E o Totó na maior naturalidade, resmungou: - Eeeeeeé ... É isso mesmo e eles aprenderam a nadar porque trato deles só com ração de peixe. E bem admirado, deixei que meu pensamento falasse baixinho – Pintinho que nada ! É só mesmo na minha terra ! ... E não é ? ( w. catizany )
RAPIDINHAS
O horário de verão este ano começará à zero hora do próximo dia 18 de outubro, quando os relógios deverão ser adiantados em uma hora. Serão 126 dias até a meia-noite de 20 fevereiro de 2010
A nova prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) será realizada nos dias 5 e 6 de dezembro de 2009.
A gentileza, a mais subestimada das virtudes humanas, está fazendo muita falta no mundo.
O Nobel da Paz de 2009 foi prematuro e político, desacredita o Conselho que escolheu Obama.
Governo admite atrasar a restituição por falta de caixa e empresta dinheiro para os estrangeiros... Vai entender !
A nova prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) será realizada nos dias 5 e 6 de dezembro de 2009.
A gentileza, a mais subestimada das virtudes humanas, está fazendo muita falta no mundo.
O Nobel da Paz de 2009 foi prematuro e político, desacredita o Conselho que escolheu Obama.
Governo admite atrasar a restituição por falta de caixa e empresta dinheiro para os estrangeiros... Vai entender !
Lula disse a assessores que o projeto de cobrar Imposto de Renda sobre a poupança perdeu seu "tempo político" e que não quer mais enviá-lo ao Congresso ... Ano de eleição é assim, mas cuidado com o depois
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