O alcoolismo é um dos principais males da sociedade atual. O álcool é uma droga como outra qualquer, porque vicia, altera o estado mental da pessoa que o utiliza, levando-a a atos insensatos, muitas vezes violentos. Infelizmente, o álcool faz parte da cultura mundial e o seu uso é aceito socialmente, se tornando um problema maior por ser uma droga legalizada. E, apesar da divulgação feita sobre essa doença, poucas pessoas conseguem admitir que são alcoólatras. Começam bebendo socialmente. Mais tarde bebem habitualmente. Então passa a beber descontroladamente, e faz muitas promessas aos outros e a si mesmo: “Da próxima vez me controlarei.” Engana-se constantemente com as palavras: “Bebo quando quero e paro quando quero.” Começa a mentir, minimizando o número de “doses” que ingeriu. Bebe nas sextas ou nos sábados. Depois passam a beber nas sextas, sábados, domingos e assim por diante. Começam a sentir necessidade de beber em horários determinados: antes das refeições, após o trabalho, durante um evento qualquer, tudo é motivo para uma bebida. Bebem para aliviar o cansaço, para superar o nervosismo, para ter tesão, para acabar com sua depressão, para comemorar isto ou aquilo... São muitas as desculpas. Se você é alcoólatra, aceite os fatos de sua condição. Sua recuperação depende primeiramente de admitir que o problema existe e de procurar urgente a ajuda certa. O alcoolismo atinge aproximadamente 10% da população, mas o problema é que cada alcoólatra leva pelo menos 4 pessoas ao seu redor ao sofrimento. E é neste contexto e desta forma, que o alcoolismo configura-se em um dos sérios problemas da família contemporânea e quase ninguém faz nada... Pois é. (w.catizany)
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
POEMA
O Meu Silêncio
O meu silêncio
É o resumo da história
Da minha vida,
Da solidão,
E das rotinas de procurar
A felicidade sempre;
A minha angústia
É a alternativa possível
De demonstrar
Toda a minha tristeza
Pelos caminhos
Do incerto;
E a minha resignação
É a certeza absoluta
Da minha incapacidade
De discernir
No final desta jornada,
Se é a vida
Que passou por mim
Sem que eu percebesse,
Ou se sou eu
Quem passou pela vida,
Sem o menor sentido
E sem que ela percebesse.
(w. catizany)
O meu silêncio
É o resumo da história
Da minha vida,
Da solidão,
E das rotinas de procurar
A felicidade sempre;
A minha angústia
É a alternativa possível
De demonstrar
Toda a minha tristeza
Pelos caminhos
Do incerto;
E a minha resignação
É a certeza absoluta
Da minha incapacidade
De discernir
No final desta jornada,
Se é a vida
Que passou por mim
Sem que eu percebesse,
Ou se sou eu
Quem passou pela vida,
Sem o menor sentido
E sem que ela percebesse.
(w. catizany)
E NÃO É
AQUELA ROSA AMARELA
Naquela noite fria de inverno, quando tentava me livrar de alguns pensamentos que contribuíam para a minha insônia e me faziam sem querer contar carneirinhos várias vezes, ouvi um barulho compassado e diferente, vindo da ponte perto da minha casa. Resolvi levantar e passar alguns momentos na varanda, naquele banco de cedro claro, meu local de refúgio em noites como aquela. A rua estava quase escura, deserta e silenciosa e, era exatamente duas horas da madrugada. O vento seguia cheio de mistérios, ora rumo norte ora rumo sul, cortando sem cerimônia as bolas de fumaça que a névoa fazia ao redor das luzes dos postes. Pois bem, acertei em cheio, aquele barulho eram passos de gente. Passos trôpegos, às vezes cadenciados, mas de gente, vindos das bandas do outro lado do rio. E não demorou muito avistei um vulto de mulher, elegantemente vestida no meio da ponte. Segui atentamente aqueles movimentos, mas de imediato não consegui visualizar o rosto daquela criatura que parecia angelical. Decidi, sem pressa, esperar até quando ela quisesse retornar. E foi quase hipnotizado, que comprovei novamente que havia acertado na mosca. Aquela mulher naquela hora tinha tudo de anjo, era simplesmente bela. Aproximou do jardim ao lado de minha casa, olhou os quatro cantos da rua, colheu uma rosa amarela e por um instante eterno não se mexeu. Parecia uma fada vindo do nada e pelo jeito indo para lugar nenhum, para me fazer companhia naquela noite. Ficamos bem próximos e do canto da minha varanda, cumprimentei-a admirado, quis saber seu nome, porque estava sozinha aquela hora e se precisava de alguma coisa. Continuou em silêncio por um longo tempo misturada às outras flores. Quase perdendo o controle da situação, convidei-a para entrar na minha casa, tomar um chá ou outra bebida, enfim sair daquela madrugada fria do mês de julho. Ela não respondeu e balançando a cabeça de uma maneira diferente divagou por um instante. Em seguida, falou que viveu em Santo Antônio por muitos anos, mas que tinha ido embora. Agora estava bem distante, num lugar perto de uma Igreja, mas que de vez em quando sentia a vontade de retornar às origens, de sair da rotina e que se chamava Maria; Maria Aparecida de tal. O sobrenome não consegui entender de tão baixo que foi dito. Quanto à companhia errei feio e ela se foi, sumindo na escuridão. Fiquei intrigado e fiz todos os exercícios de memória e não consegui lembrar de ninguém da minha geração e de gerações anteriores que conheci, com aquele nome e com aquele perfil. Naquela noite não dormi e bem cedo saí garimpando informações na cidade toda a respeito do acontecido, e nada. Pensei em até estar perdendo o juízo e resolvi colocar um ponto final naquela história, depois de algumas caçoadas. Afinal de contas, a minha credibilidade entre os amigos, era mais importante. Esqueci o acontecido e o tempo passou. Muitas outras férias, retornei à minha terra, mas nesta foi diferente. Ontem, senti uma grande necessidade de trocar umas palavrinhas com Deus. Subi, como se tivesse pagando uma promessa, as escadarias da pracinha que tem o nome do meu pai e entrei na Igreja Matriz. Deus e eu, falamos de tudo e ao deixar a casa santa, passei por várias pedras cravadas naquele adro que já foi cemitério. Uma me chamou a atenção, era uma lápide; do lado, um pé de rosa com uma rosa amarela e no centro uma inscrição esculpida. Lá estava escrito - Maria Aparecida, o sobrenome era ilegível e a data, 1917... Não sei porque aquela história daquela noite me voltou à mente. Aquela rosa era igualzinha aquela colhida por aquela mulher, Maria Aparecida de Tal, naquela madrugada de julho, naquele jardim perto da minha casa... E não é ? (w. catizany)
RAPIDINHAS
No Brasil, só quem fica preso é a restituição do IR. Mas valeu a pressão. Vai sair o 6º. lote neste mês e o Ministro engoliu a explicação técnica, prevaleceu a determinação política do Presidente ... Êita, governo !
“Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão"... Talvez tenha sido por isso que Jesus não quis ficar. Jesus não faria coligação com fariseus, conforme disse o Bispo... Né Sr. Lula !
Envelhecer não é apenas ter mais rugas, papadas e bunda caída. É ter mais sabedoria e experiência, é começar a viver com a razão ... E não é ?
O PT está enrolando todos os outros Partidos para manter seus projetos estaduais... Cuidado gente com a “Brazuela” !
Antes da união, um casal americano sempre fazia sexo com preservativos. Após o casamento em 2005, Julie descobriu que é alérgica ao sêmen do marido... Se esta moda pega !
Ademir Jorge Gonçalves, conhecido como Tufão, apareceu no próprio velório no Paraná. Durante todo o velório ele estava “tomando umas” no Buteco do lado. Este era prevenido, que coisa, hem ?
Com a orquestra do Legislativo tocando e o Executivo regendo, mais uma vez, os aposentados dançaram. Suas aposentadorias não foram reajustadas... E são com estes votos que o governo quer fazer o seu sucessor. Fiquem atentos aos acontecimentos, senhores aposentados !
PALAVRA FRANCA
Minha mulher e eu temos o segredo para fazer um casamento durar: Duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras e eu, às quintas. Nós também dormimos em camas separadas: a dela é em Fortaleza e a minha, em SP. Eu levo minha mulher a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta. Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento, "em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!" ela disse. Então, sugeri a cozinha. Nós sempre andamos de mãos dadas... Se eu soltar, ela vai às compras! Ela tem um liquidificador, uma torradeira e uma máquina de fazer pão, tudo elétrico. Então, ela disse: "nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar". Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica. Lembrem-se: o casamento é a causa número 1 para o divórcio. Estatisticamente, 100 % dos divórcios começam com o casamento. Eu me casei com a "senhora certa". Só não sabia que o primeiro nome dela era "sempre". Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la. Mas, tenho que admitir: a nossa última briga foi culpa minha. Ela perguntou: "O que tem na TV ?" E eu disse: "Poeira". ( Luiz Fernando Veríssimo, escreveu)
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